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TABAGISMO PASSIVO: VOCÊ CONHECE OS RISCOS?

Ao acender um cigarro – ou qualquer derivado do tabaco, como charutos, cachimbo, narguilés e dispositivos eletrônicos -, apenas uma pequena parte da fumaça é tragada. Cerca de dois terços dela são lançados diretamente no ambiente pela ponta acesa. O impacto é alarmante: essa fumaça externa contém, em média, três vezes mais nicotina e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a inalada

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pelo fumante. Esse fenômeno configura o tabagismo passivo: a inalação involuntária de substâncias tóxicas por não fumantes que, ao compartilharem o mesmo ambiente, acabam expostos a riscos de saúde tão graves quanto os do próprio fumante.

Segundo a Organização Mundial da Saúde o tabagismo passivo é considerado a terceira maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.

 

O risco de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo é diretamente proporcional ao tempo de exposição à fumaça. Nos adultos, a exposição pode acarretar desde reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma), dor de cabeça, elevação da pressão arterial em curto período, até infarto, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos.

Nas crianças, o tabagismo passivo prejudica o desenvolvimento infantil, impactando negativamente a evolução intelectual e cognitiva, além de vulnerabilizar os sistemas respiratório e imunológico em formação. Filhos de pais fumantes estão mais propensos a desenvolver asma e infecções como pneumonia, bronquite e otite. Somado aos riscos de saúde, há também o fator comportamental, já que essas crianças têm maior chance de também se tornarem fumantes.

 

Fumar na gravidez é a principal causa de morte súbita de bebê. O hábito aumenta as chances de aborto, parto prematuro, malformações e bebês com baixo peso ao nascer. Além disso, a formação do pulmão do bebê pode ser prejudicada, aumentado o risco futuro (mesmo na fase adulta) de desenvolver câncer de pulmão, problemas no coração e doenças pulmonares crônicas.

É importante saber: não existe nível seguro para o tabagismo passivo. A única forma de proteger de verdade as pessoas é garantindo ambientes fechados 100% livres de fumaça.

Proteja quem você ama! Se você fuma e quer parar, não precisa enfrentar isso sozinho (a): procure ajuda médica. Um pneumologista pode indicar o melhor caminho para você vencer o cigarro com segurança e conquistar uma vida mais saudável para você e para sua família.

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Referências:

  1. ARAUJO, Alberto José de. Quais são as evidências de doenças atribuíveis ao tabagismo nas crianças e adolescentes? In: ______. (org.). Manual de Condutas e Práticas em Tabagismo – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. São Paulo: AC Farmacêutica, 2012. cap. 17, p. 78-82.

  2.  ARAUJO, Alberto Jose de. Quais são as evidências de doenças atribuíveis ao tabagismo passivo em adultos? In: ______. (org.). Manual de Condutas e Práticas em Tabagismo Tabagismo – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. São Paulo: AC Farmacêutica, 2012. cap. 19, p. 85-90.

  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Tabagismo passivo: você conhece os riscos? Biblioteca Virtual em Saúde, [s.d.]. Disponível em: bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2026.

  4. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Tabagismo Passivo. Rio de Janeiro: INCA, 2008. Disponível em: http://www.inca.gov.br/tabagismo/passivo/tabagismo.htm. Acesso em: 20 fev. 2026.

  5. LEOPÉRCIO JR., Jose Waldir de Vasconcelos. Quais são as evidências de doenças atribuíveis ao tabagismo passivo na gestação? In: ARAUJO, Alberto Jose de (org.). Manual de Condutas e Práticas em Tabagismo Tabagismo – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. São Paulo: AC Farmacêutica, 2012. cap. 18, p. 82-85.

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